MIRABILE VISU QUEBRA A INVENCIBILIDADE DE LA JÓIA DO MIG E VENCE O CLÁSSICO DE VELOCISTAS

Na primeira prova clássica do festival do GP Bento Gonçalves, Grande Prêmio Associação Brasileira dos Criadores e Proprietários do Cavalo de Corrida (L), em 1.200 metros na grama, para produtos de 3 anos e mais idade, o que se viu foi um duelo sensacional entre a invicta La Joia do Mig e a máquina Mirabile  Visu. A pilotada de Cenoir Macedo mostrou que sua campanha não é por acaso. A filha do Mig largou e se escapou na ponta e só foi alcançada pela pupila de  D. Guignoni nos metros decisivos. A ganhadora contou com uma condução exemplar de Vagner Borges e fez vibrar o titular da Coudelaria Barcelona. Pepe de Giuli voltou a produzir bem e ficou com o terceiro lugar. Viola de Prata e Vlacherna Breeze completaram o placar remunerado.

Mirabile Visu é uma F/C – 3 anos – PR, filha de Tiger Heart e Montereggione (Choctaw Ridge), de criação do Haras Santarém e de propriedade da Coudelaria Barcelona. No treinamento D.Guignoni mais uma vez foi brilhante e V. Borges mostrou que é craque.

Tempo de 1:09.30.

EU TE AMO ENCERRA CAMPANHA E AGORA SERVIRÁ AO HARAS DO DRº LUIZ FERNANDO CIRNE E LIMA

Criada pelo saudoso Sayão Lobato, Eu Te Amo iniciou sua campanha no dia 24/01/10 em uma seletiva do GP Turfe Gaúcho, na ocasião à defensora do Stud Kid secundou aquele que acabaria sendo o campeão da penca Senhor Chile. Depois disto foram mais 29 apresentações, sendo 23 delas na esfera clássica, das quais 7 foram transformadas em vitória e outras 16 em colocações na esfera nobre. Mesmo não tendo um porte físico avantajado, a filha de Top Size e Flavia Bela venceu dos 1100 aos 2100 metros, e por muito tempo defendeu a condição de melhor égua do Estado. Em suas ultimas atuações Eu Te Amo já não conseguia produzir todo seu potencial, fato este que fez com que seu proprietário tomasse a difícil decisão de negociar aquela que foi uma de suas maiores paixões em termos de turfe. Agora ficamos na torcida para que a crioula do Haras Sayão Lobato, consiga produzir filhos de padrão semelhante ao seu.

A REPOPULARIZAÇÃO DO TURFE E A VOLTA DO HOMEM ÀS CAVERNAS

Muito se tem debatido sobre a forma de repopularizar o turfe. Não tenho a ousadia de apontar uma solução, mas apenas incitar o debate.

Com o devido respeito às opiniões contrárias, tenho que nosso maior desafio é a conquista de novos proprietários de cavalos de corrida, sim, pois novos apostadores é tarefa relativamente menos árdua. Explicarei.

Na época em que as pessoas tinham menos opções de lazer em seus lares, a alternativa era ir às ruas, oportunidade em que o turfe ganhava cada vez mais popularidade, inclusive porque, juntamente com a loteria esportiva, era uma das únicas alternativas para apostas lícitas.

Hoje, com o retorno do homem às cavernas, hodiernamente uma caverna tecnológica que conta com internet, facebook, orkut e outros ‘artefatos midiáticos’, está cada vez mais difícil tirar os jovens de casa e, enclausurados, não têm disposição de comparecer aos hipódromos, mesmo que seja para acompanhar aos pais e avôs nas corridas de cavalo.

Cabe-nos, então, ‘invadir’ as tais cavernas tecnológicas, primeiro com boas transmissões e facilitação das apostas para, através disso, tentar despertar a paixão dos jovens pelos cavalos de corrida com o que, se tudo der certo, atingiremos a meta de obter novos proprietários de cavalos de corrida. E veja-se que o cenário econômico é favorável a novos investimentos em lazer, que pode muito bem ser um cavalo PSI.

O homem primitivo tecnológico é comodista, sendo bem fácil chegar até ele, porém, difícil é tirá-lo da caverna, com o que se torna mais difícil ainda fazê-lo comprar um cavalo de corrida que não pode ser levado até seu ‘cárcere privado’.

Fica a análise para o debate, tendo a convicção de que se o novo homem das cavernas está casando sem conhecer pessoalmente a esposa antes do dia do casamento, podemos perfeitamente acreditar que é possível torná-lo um proprietário de cavalo de corrida mesmo sem sua presença no hipódromo. Enquanto isto, melhor é investir na invasão virtual da caverna.

O turfe corre mais risco por conta do alarmante decréscimo de proprietários do que pela lenta e gradual diminuição dos apostadores, embora ambas circunstâncias devam ser imediatamente atacadas.

A repopularização é o tema turfistico do momento.

José Vecchio Filho

Presidente do JCRGS